(P)r(o)bl(emas) Mentais



Da banalidade nos vamos servindo,
mesmo que sem fome.
Porque a solidez do comum
sempre será o prato do dia.

Com o derramar grosseiro,
estupefacto e banal,
presencio os meus olhos,
e não entendo…

Quem és tu?

Nunca me atrevi a perceber,
Nunca fui capaz de me olhar.

Será? Serei eu?

Pergunto-me quem és.
Não sei, nunca descobri...

Mas talvez a arte de nada
Seja aquilo que vejo de mim
Quando repondo ao que vi.

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